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	<title>Tapuia</title>
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	<description>Mais um sítio de expressão pessoal na floresta dos blogs</description>
	<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 00:16:00 +0000</pubDate>
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		<title>OG segue em campanha&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 18:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Manchetes do dia:
Empresa Folha da Manhã S.A. (jornal Folha de São Paulo):
PIB de 5,4% é o maior desde 2004
S.A. O Estado de São Paulo (jornal O Estado de São Paulo):
Maior consumo das famílias sustenta alta de 5,4% do PIB
Organizações Globo (jornal O Globo):
PIB cresce 5,4% mas carga tributária avança mais ainda
Um minitoblerone para o primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manchetes do dia:</p>
<p>Empresa Folha da Manhã S.A. (jornal <em>Folha de São Paulo</em>):<br />
<strong>PIB de 5,4% é o maior desde 2004</strong></p>
<p>S.A. O Estado de São Paulo (jornal <em>O Estado de São Paulo</em>):<br />
<strong>Maior consumo das famílias sustenta alta de 5,4% do PIB</strong></p>
<p>Organizações Globo (jornal <em>O Globo</em>):<br />
<strong>PIB cresce 5,4% mas carga tributária avança mais ainda</strong></p>
<p>Um <em>minitoblerone</em> para o primeiro que adivinhar qual das três empresas de midia já está em campanha de oposição com vistas às eleições municipais&#8230;</p>
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		<title>Grupo Marinho-Slim já está em campanha</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 11:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[O house organ do grupo empresarial Marinho-Slim (O Globo, Rede Globo, CBN, Net/Virtua, Embratel etc) abriu oficialmente, no dia 2 de março de 2008, sua campanha de oposição à coalizão governamental, com vistas às eleições para prefeitos de 2008.
O Globo iniciou uma série de três dias com ataques aos partidos da coalizão (começando em grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>house organ</em> do grupo empresarial Marinho-Slim (<em>O Globo</em>, Rede Globo, CBN, Net/Virtua, Embratel etc) abriu oficialmente, no dia 2 de março de 2008, sua campanha de oposição à coalizão governamental, com vistas às eleições para prefeitos de 2008.</p>
<p>O Globo iniciou uma série de três dias com ataques aos partidos da coalizão (começando em grande estilo no domingo passado, com um ataque ao PT), ao comentar dados públicos sobre o uso do Fundo Partidário. Esse primeiro dia do lançamento oficial da campanha de oposição do grupo empresarial teve até um artigo de FHC acusando o presidente de &#8220;cinismo&#8221;, a velha história de um cachorro a cheirar compulsivamente o fiofó do outro. Nos dois dias seguintes, <em>O Globo</em> atacou os outros partidos, mas preservou rigorosamente  o grupo político para o qual trabalha: nenhuma &#8220;revelação&#8221; sobre os tucanos ou o PFL-DEM.</p>
<p>A leitora ou o leitor que só vê a Rede Globo e só lê <em>O Globo</em> poderia concluir que os dois partidos que lideram a oposição ao governo são, como dizia aquele personagem de Jô Soares, probos, límpidos como água destilada. Trata-se da mesma coalizão de oposição que inclui os inventores do chamado mensalão, da &#8220;privataria&#8221; das telecomunicações etc, e que, ao tentar montar uma CPI dos cartões corporativos contra a coalizão de governo, é sacudida por denúncia do <em>Estadão</em> sobre os cartões do reinado tucano à la Chavez que já vai para 16 anos em São Paulo.</p>
<p>Enfim, a tapuiada já está em alerta para cancelar de novo a assinatura daquele <em>house organ </em>&#8211; aliás, como <em>house organ</em> e portanto meio de promoção da empresa, o jornal deveria ser distribuido gratuitamente aos assinantes.</p>
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		<title>IPTV e neutralidade da rede</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 15:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe um novo serviço de IPTV na rede. Chama-se Zattoo, e ainda está em testes. Como eles mesmos dizem, é a TV aberta ao vivo na rede. O Zattoo pretende oferecer todos os canais abertos existentes através de seu sistema de IPTV. Atualmente está restrito à Europa e a canais europeus, mas já transmite também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um novo serviço de IPTV na rede. Chama-se Zattoo, e ainda está em testes. Como eles mesmos dizem, é a TV aberta ao vivo na rede. O Zattoo pretende oferecer todos os canais abertos existentes através de seu sistema de IPTV. Atualmente está restrito à Europa e a canais europeus, mas já transmite também ao vivo a Al Jazeera em inglês, algo que a trinca Marinho-Murdoch-Slim não vai permitir tão cedo na Net.</p>
<p>Eles distribuem algumas licenças de teste para usuários fora da Europa, e fui agraciado com uma delas. Adorei poder ver (e sobretudo escutar) a Al Jazeera enquanto estou trabalhando. Mas, nem sempre consigo &#8212; depende da rede de banda larga em que estou conectado. Estou utilizando o Zattoo, portanto, para averiguar como as operadoras se comportam na censura a serviços de IPTV. Agora mesmo estou conectado via o Speedy, da Telefónica de España, aqui em São Paulo, com velocidade nominal de 1 Mb/s. Funciona perfeitamente!</p>
<p>Em caso, no Rio, faço a conexão via Virtua (da Net), onde a velocidade nominal é oito vezes maior. Mal consigo ouvir o som, e a imagem é entrecortada &#8212; claramente os pacotes do Zattoo estão sendo degradados na Net.</p>
<p>Em breve vou testar via Velox, da Telemar-Oi, e reportarei aqui os resultados.</p>
<p>Todos os datagramas são iguais perante a rede!</p>
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		<title>Vista cego (relatório de uma vítima)</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 14:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

		<category><![CDATA[TICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Troquei meu &#8220;velho&#8221; computador portátil (três anos de uso!) por um novo. O velho e bom HP dv1000 funcionava perfeitamente com seu Windows XP original e o Ubuntu Linux. Dois dias antes de uma viagem a trabalho ao exterior, o gravador de DVD pifou e afetou todo o sistema. Comprei no exterior um outro HP [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Troquei meu &#8220;velho&#8221; computador portátil (três anos de uso!) por um novo. O velho e bom HP dv1000 funcionava perfeitamente com seu Windows XP original e o Ubuntu Linux. Dois dias antes de uma viagem a trabalho ao exterior, o gravador de DVD pifou e afetou todo o sistema. Comprei no exterior um outro HP por pouco mais de US$500, muito mais avançado, claro. Comprei no varejo, em uma loja de departamentos em Los Angeles. Duas constatações:</p>
<p>1. Como se forma o preço de venda de eletrodomésticos (para mim hoje computador é eletrodoméstico, tão indispensável quanto uma geladeira) no Brasil? O notebook custou nos EUA US$600 no varejo (R$1.080). A HP vende no Brasil um computador com configuração similar por R$4.000 (ou US$2.100) &#8212; AMD Athlon X64 X2, 160 GB de disco, DVDRW camada dupla Lighscribe, 2 GB RAM).  Mas é claro que a HP não vai em uma loja nos EUA e compra o computador para trazer para o Brasil &#8212; ela traz da montadora na China a preço de custo, óbvio, certamente bem abaixo de US$600. Claro, o notebook estava em oferta nos EUA, mas não há imposto que justifique cobrar três vezes e meia mais caro no Brasil, principalmente com dólar baixo e as facilidades de redução de imposto recentes. O curioso é ver as páginas de &#8220;informática&#8221; dos jornais dizendo que os notebooks estão agora &#8220;baratinhos&#8221; no Brasil&#8230;</p>
<p>2. O HP em questão veio com o Vista. Além do que todos e todas já sabem (não reconhece vários dispositivos), é ainda um software proprietário em teste. Somos todos e todas, que têm Vista em seus computadores, cobaias involuntárias da Microsoft. Claro que não consegui trocar o Vista pelo XP &#8212; teria que pagar mais uma licença de US$200 (!). E a HP faz sua parte, recheando o computador com softwares com licença temporária, tentando induzir os usuários a adquirirem mais licenças. Primeira providência: limpar tudo isso e instalar Open Office, Firefox, Thunderbird, Gimp etc. O eletrodoméstico vem ainda com um pacote de jogos recheado de &#8220;adwares&#8221; para induzir a vítima a pagar por mais licenças. Uso em geral um monitor externo. Meu velho HP com XP e Ubuntu reconhecia o monitor. O Vista não consegue achar <strong>nenhum</strong> monitor externo (curioso: até a última atualização automática do Vista, ele achava&#8230;). Ainda não instalei o Ubuntu nele, mas meu velho desktop com Ubuntu 7.10 reconhece tudo.</p>
<p>Para que mesmo preciso desse tal de Vista?  Ou dos softwares da Microsoft?</p>
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		<title>O Globo: primeira página com &#8220;griffe&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Nov 2007 13:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira página do O Globo de hoje faz inveja ao estilo de um dos principais executivos das Organizações Globo, o sr Ali Kamel. Enquanto o resto da imprensa nacional e internacional destacam o fato objetivo, O Globo cria uma situação de dúvida, procurando associar o anúncio até ao comportamento dos ministros da ditadura em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira página do <em>O Globo</em> de hoje faz inveja ao estilo de um dos principais executivos das Organizações Globo, o sr Ali Kamel. Enquanto o resto da imprensa nacional e internacional destacam o fato objetivo, O Globo cria uma situação de dúvida, procurando associar o anúncio até ao comportamento dos ministros da ditadura em 1974. Uma página com a &#8220;griffe&#8221; Ali Kamel.</p>
<p>A imprensa internacional destaca o fato objetivo: depois de anos de intensa pesquisa (em área em que a Petrobras é uma lider mundial: a extração de óleo e gás em poços marítimos de grande profundidade), a empresa identificou a partir de sofisticados métodos de prospecção e com a comprovação a partir de várias perfurações, uma reserva de óleo leve estimada entre cinco e oito bilhões de barris. E mais, no total da área que se estende do sul do estado do Rio ao Espírito Santo pode haver algo em torno de 50 bilhões de barris. &#8220;Não é possível! Não neste governo!&#8221;, imagino que esbravejaram os executivos Globo. &#8220;Temos que achar uma maneira de desacreditar isso!&#8221;</p>
<p>É muito curioso: você lê o <em>International Herald Tribune</em>, o <em>El País</em>, o <em>New York Times</em>, o <em>Washington Post</em>, o <em>Wall Street Journal</em>&#8230; e tira uma conclusão: o Brasil quase certamente será uma das maiores economias exportadoras de petróleo nos próximos anos. Como diz o <em>El País</em>, &#8220;Petrobras está controlada por el Estado brasileño, pero sus acciones cotizan en las Bolsas de Brasil, Nueva York, Madrid y Buenos Aires&#8221;. Não é como em 1974, ao contrário do que tentam nos convencer os executivos das OG.</p>
<p>Mas os rapazes são obsessivos-compulsivos, fazer o que?</p>
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		<title>Reserva de desenvolvimento de caça</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 23:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ Do jornal online O Eco: Há mais de 20 anos, a caça esportiva acontece onde hoje está estabelecida a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, a 223 quilômetros de Manaus (AM). A área, de 793.618 hectares, fica entre os municípios Tapauá, Beruri e Anori e em vez de servir às comunidades tradicionais beneficiadas pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Do jornal <em>online O Eco</em>: Há mais de 20 anos, a caça esportiva acontece onde hoje está estabelecida a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, a 223 quilômetros de Manaus (AM). A área, de 793.618 hectares, fica entre os municípios Tapauá, Beruri e Anori e em vez de servir às comunidades tradicionais beneficiadas pela demarcação, é um dos locais favoritos de barcos luxuosos lotados de políticos endinheirados, incluindo deputados, e famílias abastadas, especialmente durante feriados prolongados. Tudo na total ilegalidade. <a href="http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&amp;pageCode=67&amp;textCode=24255&amp;date=currentDate&amp;contentType=html" title="Jornal online O Eco" target="_blank">Leia mais&#8230;</a></p>
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		<title>Paraguai: atentado contra a neutralidade da rede</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 22:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

		<category><![CDATA[TICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Divulgo esta denuncia contra a COPACO (telefônica estatal paraguaia), que atenta contra a neutralidade da rede bloqueando todo o tráfico de telefonia via Internet (voz sobre IP, ou VoIP) desde o dia 22 de junho de 2007.
Ainda não chegamos a isso no Brasil (apesar de algumas tentativas da Brasil Telecom contra a GVT e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgo esta denuncia contra a COPACO (telefônica estatal paraguaia), que atenta contra a neutralidade da rede bloqueando todo o tráfico de telefonia via Internet (voz sobre IP, ou VoIP) desde o dia 22 de junho de 2007.</p>
<p>Ainda não chegamos a isso no Brasil (apesar de algumas <a href="http://tapuia.blog.br/?p=25" title="Todos os datagramas são iguais perante a Rede">tentativas da Brasil Telecom</a> contra a GVT e o serviço Skype), mas não seria surpresa se chegássemos.</p>
<p>&#8212; <em>mensagem original em espanhol</em> &#8212;</p>
<p>La Compañía Paraguaya de Comunicación COPACO, bloquea el protocolo SIP desde el 22 de junio del 2007 constituyéndose en un grave atentado contra la neutralidad de la red y un claro caso de censura a internet en Paraguay. Ningún usuario particular, ni telecentro instalado en territorio paraguayo puede realizar comunicación telefónica por medio del IP o sea por internet. El acceso a la telefonía VoIP es una gran alternativa para la población de acceder a una comunicación mucho mas barata con sus familiares radicados en el exterior.</p>
<p>La siguiente es una denuncia presentada en la ciudad de Nueva York al Presidente de la Honorable Cámara de Diputados de Paraguay Oscar Salomón sobre dicho bloqueo:</p>
<p>Nueva York, de septiembre de 2.007.</p>
<p>Senor<br />
Diputado Nacional Oscar Salomón<br />
PRESIDENTE DE LA HONORABLE CÁMARA DE DIPUTADOS</p>
<p>De nuestra mayor consideración:</p>
<p>Nos dirigimos al Señor Presidente de la Honorable Cámara de Diputados del Paraguay a fin de de presentarle la siguiente denuncia:</p>
<p>El día 22 de junio del presente año, la Compañía Paraguaya de Comunicaciones, COPACO S.A. (en adelante COPACO) procedió al bloqueo o desconfiguración de unos puertos y protocolos de Internet necesarios para la transferencia de voz e imágenes, imposibilitando la comunicación a través del VoIP y la realización de video conferencias. Pese a las numerosas denuncias de usuarios paraguayos de Internet en el Paraguay y EEUU, directivos de la COPACO niegan sistemáticamente el hecho.</p>
<p>El protocolo SIP, conocido técnicamente como el protocolo de inicio de la sesión SIP, es una aplicación que se utiliza para establecer, mantener y terminar sesiones multimedia (audio y video por Internet). Mediante este protocolo se uede, y con mayor calidad, realizar comunicaciones de voz, como hablar de computadora a computadora, de computadora a un teléfono y de un teléfono a otro teléfono. Este sistema de comunicación se realiza gracias al avance de la tecnología VoIP.</p>
<p>Se conoce VoIP como un grupo de recursos que posibilitan que la señal de la voz viaje a través de Internet empleando un protocolo IP (Internet Protocol). También se la denomina como Voz sobre o Telefonía IP, esto significa que se envía la eñal de voz en forma digital en paquetes en lugar de enviarla en forma de circuitos como realiza la COPACO. El desarrollo de la tecnología VoIP ha posibilitado que miles de paraguayos accedan a llamadas mucho más económicas hacia y desde Paraguay.</p>
<p>La COPACO busca confundir a la opinión pública, diciendo que son los únicos autorizados por Ley de realizar llamadas telefónicas internacionales. Una comunicación telefónica utilizando el VoIP no tiene ninguna relación con la telefonía pública básica como es la COPACO, por lo tanto no puede tener ingerencia en llamadas telefónica mediante los puertos SIP.</p>
<p>Se debe aclarar que la tecnología de VoIP no es un servicio como tal, sino una tecnología que usa el Protocolo de Internet (IP) a través de la cual se comprimen y descomprimen de manera altamente eficiente paquetes de datos o datagramas, para permitir la comunicación de dos o más clientes a través de una red como la red de Internet. Con esta tecnología pueden prestarse servicios de Telefonía o Videoconferencia, entre otros. Ningún ente regulador puede ejercer control de la tecnología VoIP.</p>
<p>La principal ventaja del VoIP es que evita los cargos altos de telefonía (principalmente de larga distancia) que son usuales de las compañías de la Red Pública Telefónica Conmutada (COPACO). Algunos ahorros en el costo son debidos a utilizar una misma red para llevar voz y datos, especialmente cuando los usuarios tienen sin utilizar toda la capacidad de una red ya existente en la cual pueden usar para VoIP sin un costo adicional.</p>
<p>El bloqueo o la inutilización de los puertos SIP en Paraguay se puede considerar como un grave caso de censura a Internet y acto atentatorio contra la neutralidad de la red. Los usuarios finales en Paraguay no tendrán derecho a utilizar libremente esta poderosa herramienta de comunicación como lo hacen los ciudadanos de todo el mundo, menos en los gobiernos totalitarios. Miles de compatriotas que envían sus remesas en Paraguay no pueden comunicar con sus familiares de una manera económica y eficaz.</p>
<p>A ello cabe agregar que de acuerdo a la Constitucion Paraguaya vigente, los derechos de prensa e información son derechos fundamentales altamente protegidos y considerados como valores constitucionales a ser protegidos por el Estado Paraguayo, razón por demás para que vuestra Camara adopte medidas urgentes para impedir y evitar esta ilegal y perniciosa intromisión de la COPACO S.A. en los derechos de los ciudadanos paraguayos, y mas aun de los paraguayos que viven en el exterior.</p>
<p>Por lo expuesto solicitamos al Señor Presidente de la Honorable Cámara de Diputados, inicie en forma inmediata las acciones necesarias para levantar este injusto e ilegal bloqueo de los puertos SIP de Internet.</p>
<p>Será Justicia.</p>
<p>Miguel Acosta Alberto Sandoval Diez<br />
Director Abogado<br />
El Mirador Paraguayo<br />
Asesor Legal</p>
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		<title>Um sinal?</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 11:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o caso Renan, depois da votação no Senado, peço somente o seguinte: que os senadores do PT, tal como o fez Aloizio Mercadante, abram seus votos e os justifiquem publicamente.
Estou preparado para ouvir (já ouvimos de tudo&#8230;), inclusive mais declarações paradoxais como a do senador Mercadante &#8212; que se absteve porque não foi provada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o caso Renan, depois da votação no Senado, peço somente o seguinte: que os senadores do PT, tal como o fez Aloizio Mercadante, abram seus votos e os justifiquem publicamente.</p>
<p>Estou preparado para ouvir (já ouvimos de tudo&#8230;), inclusive mais declarações paradoxais como a do senador Mercadante &#8212; que se absteve porque não foi provada a culpa. Mas, se não foi provada a culpa, o voto não seria contra a cassação, e não a abstenção? Enfim, vamos lá. Aguardo as declarações de voto dos senadores do PT.</p>
<p>Seria um pequeno, ínfimo mas já encorajador sinal, um vagalume no final de um longo túnel&#8230;</p>
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		<title>Declaração importante do CGI.br</title>
		<link>http://tapuia.blog.br/?p=30</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 14:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

		<category><![CDATA[TICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo dos últimos anos, o Comitê Gestor da Internet no Brasil vem sofrendo ataques sistemáticos e repetitivos de um grupo empresarial do Paraná (através de vários sítios Web no Brasil e no exterior controlados por esse grupo, e via listas de email e &#8220;spams&#8221; com remetentes falsos) que teve seus interesses comerciais afetado pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos anos, o <a href="http://www.cgi.br" title="Sítio Web do CGI.br" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> vem sofrendo ataques sistemáticos e repetitivos de um grupo empresarial do Paraná (através de vários sítios Web no Brasil e no exterior controlados por esse grupo, e via listas de email e &#8220;spams&#8221; com remetentes falsos) que teve seus interesses comerciais afetado pela forma em que os nomes de domínio &#8220;.br&#8221; são administrados no país. Os conselheiros do CG, ante o recrudescimento desses ataques, além de ter adotado medidas jurídicas pertinentes, divulgaram a declaração abaixo sobre o assunto.</p>
<p><strong>Declaração dos conselheiros do CGI.br sobre as denúncias forjadas por grupo empresarial contra a entidade </strong></p>
<p>Essas denúncias infundadas não surgiram agora. É fundamental entender a origem e também por que sempre é o mesmo grupo que faz essas acusações (o que já deveria levantar suspeitas sobre as razões reais disso), que essencialmente são as mesmas com pequenas variações na montagem dos parágrafos.</p>
<p>Essas mensagens são parte de uma campanha feita por um grupo empresarial do Paraná que teve seus interesses comerciais contrariados pela forma com que o CGI.br administra nomes e números no Brasil. Há alguns anos, esse grupo registrou uma quantidade enorme de nomes de domínio (não há limite para o número de domínios que uma empresa pode registrar sob o mesmo CNPJ), com a intenção de tornar-se revendedores de nomes de domínio (tornando-se um &#8220;registrar&#8221;, que  é uma  intermediador de domínios, tanto de gTLDs &#8212; domínios genéricos globais  &#8212; como de alguns  domínios de países – os ccTLDs &#8212;  que optaram por transformar seus domínios nacionais em mercadorias, algumas vezes geridos por empresas estrangeiras, tal como se fossem gTLDs).</p>
<p>No Brasil não existem &#8220;registrars&#8221; para o domínio &#8220;.br&#8221;, havendo somente uma entidade registradora (&#8221;registry&#8221;), o <a href="http://registro.br" title="Sítio Web do Registro.br" target="_blank">Registro.br</a>, sob gestão do <a href="http://www.nic.br" title="Sítio Web do NIC.br" target="_blank">NIC.br</a> e orientação do CGI.br,  que distribui os domínios sob o ccTLD “.br” sem finalidade lucrativa  e  com os cuidados necessários para que este seja preservado como a identidade do Brasil  na Internet e não como uma mercadoria. Quem vê um domínio &#8220;.tv&#8221;,  &#8220;.st&#8221;  ou &#8220;.fm&#8221;, dentre alguns outros,  não sabe a que país se refere &#8212; são domínios que viraram domínios comerciais globais;  seus respectivos países perderam sua identidade na Internet. Por exemplo, o domínio &#8220;.tv&#8221;, hoje usado por emissoras de televisão de todo o mundo, é de Tuvalu. Por outro lado, o &#8220;.br&#8221;, como o &#8220;.ca&#8221;, o &#8220;.de&#8221; e muitos outros, são administrados com a visão de identificar cada domínio com seu país. E o &#8220;.br&#8221; vai além &#8212; é administrado sem fins de lucro e com a visão de ser um bem da comunidade, com uma governança pluralista. Essa é uma conquista sacramentada desde a criação do CGI.br em 1995, e aprofundada a partir de 2003 com a eleição dos conselheiros não governamentais por seus próprios grupos de interesse.</p>
<p>É claro que nada impede que duas entidades negociem entre si o repasse de um domínio de uma para outra, mas isso não envolve o CGI.br e não é homologado pelo CGI.br &#8212; se houver problema nessa transação, nada o CGI.br poderá fazer para reverter o processo se a transferência do domínio seguiu as normas claramente estabelecidas pelo Registro.br.</p>
<p>O fato é que, ao tentarem registrar um domínio, as empresas brasileiras muitas vezes percebiam que o mesmo já estava registrado por esse grupo empresarial paranaense. Se não houvesse base legal para lutar pelo nome (como no caso de marcas registradas, nomes amplamente conhecidos como identificando determinada empresa etc), as empresas, ante o preço extorsivo cobrado por esse grupo, simplesmente buscavam outro domínio similar disponível e o registravam pelo valor padrão anual do registro.br. Isso acabou levando o negócio do grupo ao fracasso, e desde então este trava uma guerra suja contra o CGI.br para tentar mudar radicalmente as normas &#8212; com o propósito de simplesmente transformar o CGI.br em uma empresa negociadora de domínios, mudando as regras segundo os interesses do mercado e não do país.</p>
<p>A análise detalhada dessa saraivada de acusações totalmente infundadas toma tempo (trabalho que vem sendo exaustivamente feito pelo setor jurídico do CGI.br em vários processos judiciais sendo movidos contra o grupo), mas alguns pontos são óbvios:</p>
<p>- Desde que o registro de domínios no país começou a ser pago, há cerca de 10 anos, com a administração feita por um projeto da <a href="http://www.fapesp.br" title="Sítio Web da Fapesp" target="_blank">Fapesp</a> em acordo com o CGI.br recém criado, as contas desse processo são rigorosamente auditadas e publicadas.</p>
<p>- Com o início da administração de nomes e números pelo NIC.br, a partir de 2006, manteve-se rigorosamente o processo de auditoria. Lembremos que desde 2004 o CGI.br é uma organização pluralista com membros escolhidos por eleições de todos os setores não governamentais (empresariais, acadêmicos e terceiro setor)  e seria muito ingênuo imaginar que todos esses membros, com tal  diversidade e sendo  voluntários, estariam compactuando com as supostas irregularidades sistematicamente forjadas pelo grupo paranaense ao longo dos últimos anos.</p>
<p>- Outras acusações, como a falácia que as liberações de domínios sempre ocorreriam em feriados, não se sustentam. No caso da liberação de domínios existentes, basta pegar um calendário e conferir, lembrando que esses processos de liberação não são feitos de surpresa em um único dia, mas seguem rigorosamente regras claras explicadas em detalhe no sítio Web do CGI.br. Isso incomoda profundamente o grupo, que perde domínios por frequentemente usar CNPJs forjados ou &#8220;laranjas&#8221;, ou por não pagar as anuidades devidas, e esses domínios entram no processo de liberação para que outras entidades possam usá-los (note bem: pagando apenas a anuidade padrão do CGI.br).</p>
<p>Por exemplo, considerando a data de elaboração deste texto (10/9/2007), o próximo <a href="http://registro.br/info/proclib.html" title="Processo de liberação de domínios do Registro.br" target="_blank">processo de liberação</a> anunciado no <a href="http://registro.br" title="Sítio Web do Registro.br" target="_blank">sítio Web</a> do registro.br ocorrerá de 06/10/2007 às 15:00 a 21/10/2007 às 15:00 &#8212; um total de duas semanas corridas &#8212; e a lista de domínios disponíveis para liberação será publicada em 01/10/2007. Mesmo com feriados ou fins de semana no meio (o que não é surpresa que ocorra em duas semanas corridas), convenhamos: há tempo suficiente para qualquer empresa candidatar-se a um domínio disponível para liberação.</p>
<p>Em resumo, nada resiste às bravatas e acusações do grupo. Para quem duvida e prefere acreditar em acusações completamente sem pé nem cabeça (basta ler em detalhe e prestar atenção para ver que são repetitivas, sempre a mesma coisa, e as &#8220;provas&#8221; são um amontoado de asneiras feitas para confundir quem não está informado sobre o que faz o CGI.br desde sua criação em 1995), basta verificar a abundante informação nos próprios <a href="http://www.cgi.br" title="Sítio Web do CGI.br" target="_blank">sítios Web</a> do CGI.br.</p>
<p>Todos os conselheiros concordaram que o CGI.br deve mover ações civis e penais contra o grupo, o que está sendo feito há algum tempo. Afinal, é a instituição como um todo que está sendo atacada, e não um ou outro conselheiro ou funcionário. Já houve condenações e ultimamente eles adotam inclusive o método de forjar emails de conselheiros para enviar mensagens com as mesmas denúncias de sempre (mais um ilícito penal), tendo inclusive movido seus sítios Web para servidores no exterior, ao serem impedidos pela Justiça de mantê-los no Brasil.</p>
<p>Só esperamos que as campanhas dos candidatos de todos os setores aos cargos de conselheiros do CGI.br não adotem métodos similares, ou ecoem esse tipo de jogo sujo &#8212; na verdade, com isso acabarão desmoralizados rapidamente e, se mesmo assim forem eleitos, terão que compartilhar a mesa com os outros conselheiros que estarão lá (tanto os de governo, que não serão trocados agora, como os que forem reeleitos) &#8212; uma situação no mínimo constrangedora ante os fatos.</p>
<p>Não se ganha nada em remuneração financeira como conselheiro do CGI.br, apenas muito trabalho voluntário se quiserem participar a sério da governança da Internet no país.</p>
<p>Por fim, é importante dizer que o CGI.br não é perfeito (nada é perfeito).</p>
<p>Já conquistamos muita coisa (os projetos <a href="http://www.cert.br" target="_blank" title="Sítio Web do CERT.br">CERT.br</a>, <a href="http://www.ptt.br" title="Sítio Web do PTT.br" target="_blank">PTT.br</a> e <a href="http://www.cetic.br" title="Sítio Web do CETIC.br" target="_blank">CETIC.br</a> são bons exemplos), mas estamos em doloroso processo de separação da Fapesp (em que esta retém os recursos excedentes do CGI.br, essenciais para uma política de apoio a projetos de alavancagem das TICs para o desenvolvimento humano no país) que ainda não foi concluida, e é preciso consolidar a legislação que deu vida a esta parceria pluralista única para a governança de um bem comum no Brasil, hoje considerada mundialmente como um modelo excepcional em seu campo, para que seja perpetuada e melhorada ainda mais.</p>
<p>10 de setembro de 2007</p>
<p>Assinam os conselheiros do CGI.br (em ordem alfabética de nomes):</p>
<p>Alexandre Annenberg Neto (setor empresarial)<br />
Antonio Alberto Valente Tavares (setor empresarial)<br />
Augusto César Gadelha Vieira (Ministério da Ciência e Tecnologia)<br />
Carlos Alberto Afonso (terceiro setor)<br />
Cássio Jordão Motta Vecchiatti (setor empresarial)<br />
Demi Getschko (notório saber)<br />
Gustavo Gindre Monteiro Soares (terceiro setor)<br />
Henrique Faulhaber (setor empresarial)<br />
José Alexandre Novaes Bicalho (suplente. Anatel)<br />
José Roberto Drugowich de Felício (CNPq)<br />
Luci Pirmez (comunidade científica e tecnológica)<br />
Luiz Fernando Gomes Soares (comunidade científica e tecnológica)<br />
Manoel Fernando Lousada Soares (Min.Desenv., Indústria e Comércio Exterior)<br />
Marcelo Andrade de Melo Henriques (Ministério da Defesa)<br />
Marcelo Bechara de Souza Hobaika (Ministério das Comunicações)<br />
Marcelo Fernandes Costa (terceiro setor)<br />
Mário Luis Teza (terceiro setor)<br />
Nelson Simões da Silva (comunidade científica e tecnológica)<br />
Nivaldo Cleto (suplente, setor empresarial)<br />
Omar Kaminski (suplente, comunidade científica e tecnológica)<br />
Plinio de Aguiar Junior (Anatel)<br />
Renato da Silveira Martini (Casa Civil)<br />
Roberto Francisco de Souza (suplente, terceiro setor)<br />
Rodrigo Ortiz Assumpção (suplente, Min.Planejamento, Orçamento e Gestão)<br />
Rogério Santanna dos Santos (Min.Planejamento, Orçamento e Gestão)</p>
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		<title>Temos Ministério da Defesa?</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 10:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piratapuia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo de Kennedy Alencar precisa ser disseminado, em defesa da consolidação de nossa democracia representativa, razão pela qual o reproduzo aqui.
02/09/2007
Exército mantém mentalidade golpista
KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online
A nota do Alto Comando do Exército sobre o livro &#8220;Direito à Memória e à
Verdade&#8221; é uma triste notícia para o país. Divulgada na sexta-feira (31/08),
a nota [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo de Kennedy Alencar precisa ser disseminado, em defesa da consolidação de nossa democracia representativa, razão pela qual o reproduzo aqui.</p>
<p>02/09/2007</p>
<p>Exército mantém mentalidade golpista</p>
<p>KENNEDY ALENCAR<br />
Colunista da Folha Online</p>
<p>A nota do Alto Comando do Exército sobre o livro &#8220;Direito à Memória e à<br />
Verdade&#8221; é uma triste notícia para o país. Divulgada na sexta-feira (31/08),<br />
a nota mostra que continuam firmes e fortes nas Forças Armadas a mentalidade<br />
golpista, certa resistência ao poder civil e uma dose de indisciplina<br />
incompatível com a vida militar.</p>
<p>O livro conta uma verdade histórica. Pela primeira vez, um documento do<br />
governo federal relata em detalhes atos cruéis da ditadura militar<br />
(1964-1985).</p>
<p>A reação do Alto Comando deveria ter sido de vergonha. Uma autocrítica e um<br />
pedido de desculpas soariam muito bem. Instituições como a Igreja Católica<br />
já agiram assim a respeito do que consideraram erros e abusos do seu<br />
passado. Mas qual foi a reação dos nossos militares, em pleno século 21?</p>
<p>&#8220;Não há Exércitos distintos. Ao longo da história, temos sido o mesmo<br />
Exército de Caxias, referência em termos de ética e de moral, alinhado com<br />
os legítimos anseios da sociedade brasileira&#8221;, diz a nota do Alto Comando,<br />
que se reuniu extraordinariamente para discutir o livro.</p>
<p>Lamentável constatar que os atuais generais consideram integrar o mesmo<br />
Exército daqueles que executaram presos que já não podiam reagir. Torturaram<br />
intensamente militantes de esquerda. Abusaram sexualmente de homens e<br />
mulheres. Estupraram. Decapitaram. Esquartejaram. Ocultaram cadáveres.<br />
Enganaram famílias, exigindo dinheiro em troca de informações que se<br />
comprovaram falsas. Deram versões falsas ao público.</p>
<p>A reação do Exército, disseram reservadamente os generais, aconteceu porque<br />
o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um discurso duro na quarta-feira<br />
(29/08) durante a solenidade de lançamento do livro que relata onze anos de<br />
trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos.</p>
<p>&#8220;Não haverá indivíduo que possa reagir e, se houver, terá resposta&#8221;, disse<br />
Jobim, num aviso a críticas de bastidor que a colunista Eliane Cantanhêde<br />
revelou na edição impressa da Folha.</p>
<p>Jobim agiu corretamente na quarta. Fundou o Ministério da Defesa, pasta que<br />
os militares nunca engoliram. No entanto, o ministro da Defesa errou na<br />
sexta, ao aceitar a nota do Alto Comando do Exército. No mínimo, Jobim<br />
perdeu capital político.</p>
<p>A nota é um ato de indisciplina contra o ministro civil que comanda os<br />
militares. A alegação de que Jobim os afrontou, ainda que fosse verdadeira,<br />
não justifica a reação. Militar tem de bater continência por dever de<br />
ofício. É pago para, se necessário, suportar afronta do superior<br />
hierárquico. E, convenhamos, esse negócio de afronta foi desculpa para bater<br />
no livro.</p>
<p>Mas há coisa pior: a nota afirma que a Lei de Anistia, de 1979, &#8220;produziu a<br />
indispensável concórdia de toda a sociedade, até porque os fatos históricos<br />
têm diferentes interpretações, dependendo da ótica de seus protagonistas&#8221;.</p>
<p>Se a mira do Exército brasileiro for tão certeira quanto a sua interpretação<br />
da história, estamos todos perdidos. Não haverá soldados aptos a defender o<br />
país.</p>
<p>A repressão política agiu com consentimento dos mais altos dirigentes da<br />
ditadura, inclusive de generais-presidentes. O livro relativizou a tese de<br />
que a Lei da Anistia de 1979 se estendeu a todos os crimes cometidos pelos<br />
militares. Cortes internacionais afirmam claramente: são imprescritíveis os<br />
crimes contra os direitos humanos. Portanto, há, sim, controvérsia a<br />
respeito da Lei da Anistia.</p>
<p>Por razão política, Lula fez um discurso moderado no lançamento do livro,<br />
dizendo que o ato não era revanche. Por razão política, o Brasil pode fingir<br />
que os crimes contra os direitos humanos prescreveram. Mas estará passos<br />
atrás de outros países da América Latina, que já realizaram um ajuste de<br />
contas com o seu passado ditatorial. O Chile levou Augusto Pinochet ao banco<br />
dos réus, por exemplo.</p>
<p>Desequilíbrio</p>
<p>Na discussão &#8220;ditadura x guerrilheiros&#8221;, há um aspecto sempre abordado com<br />
desequilíbrio. O livro da comissão de direitos humanos reconhece que ações<br />
dos militantes de esquerda fizeram vítimas entre os defensores da ditadura.</p>
<p>A geração que enfrentou a ditadura cometeu erros. O maior deles foi ter<br />
avaliado que a luta armada era o melhor caminho a ser seguido. Os militares<br />
afirmam que os guerrilheiros de esquerda eram autoritários que queriam<br />
transformar o Brasil numa ditadura comunista.</p>
<p>Esse argumento é fajuto e desequilibrado. Quem rompeu a legalidade<br />
institucional do país foi a direita. Golpistas como Carlos Lacerda se<br />
arrependeriam logo depois da &#8220;revolução&#8221; de 1964.</p>
<p>Se a esquerda tivesse assumido o poder, torturado e assassinado, faria<br />
sentido dar aos seus erros a dimensão dos erros da direita. Foi a direita<br />
que assumiu o Estado brasileiro. Foi a direita que torturou e matou em nome<br />
do Estado. Cometendo equívocos que o país também merece conhecer, a esquerda<br />
reagiu.</p>
<p>A palavra está agora com o ministro Nelson Jobim. Se fizer de conta que a<br />
nota do Alto Comando do Exército faz parte da paisagem, seguirá o destino<br />
dos antecessores. Ministros da Defesa que viraram fantoches.</p>
<p>Kennedy Alencar, 39, é colunista da Folha Online e repórter especial da<br />
Folha em Brasília. Escreve para Pensata<br />
&lt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/alencar.shtml&gt;  às sextas e para<br />
a coluna Brasília<br />
&lt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/&gt;  Online, sobre<br />
os bastidores da política federal, aos domingos.</p>
<p>E-mail: kalencar@folhasp.com.br</p>
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