15 December 2007 - 12:21IPTV e neutralidade da rede

Existe um novo serviço de IPTV na rede. Chama-se Zattoo, e ainda está em testes. Como eles mesmos dizem, é a TV aberta ao vivo na rede. O Zattoo pretende oferecer todos os canais abertos existentes através de seu sistema de IPTV. Atualmente está restrito à Europa e a canais europeus, mas já transmite também ao vivo a Al Jazeera em inglês, algo que a trinca Marinho-Murdoch-Slim não vai permitir tão cedo na Net.

Eles distribuem algumas licenças de teste para usuários fora da Europa, e fui agraciado com uma delas. Adorei poder ver (e sobretudo escutar) a Al Jazeera enquanto estou trabalhando. Mas, nem sempre consigo — depende da rede de banda larga em que estou conectado. Estou utilizando o Zattoo, portanto, para averiguar como as operadoras se comportam na censura a serviços de IPTV. Agora mesmo estou conectado via o Speedy, da Telefónica de España, aqui em São Paulo, com velocidade nominal de 1 Mb/s. Funciona perfeitamente!

Em caso, no Rio, faço a conexão via Virtua (da Net), onde a velocidade nominal é oito vezes maior. Mal consigo ouvir o som, e a imagem é entrecortada — claramente os pacotes do Zattoo estão sendo degradados na Net.

Em breve vou testar via Velox, da Telemar-Oi, e reportarei aqui os resultados.

Todos os datagramas são iguais perante a rede!

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10 December 2007 - 11:45Vista cego (relatório de uma vítima)

Troquei meu “velho” computador portátil (três anos de uso!) por um novo. O velho e bom HP dv1000 funcionava perfeitamente com seu Windows XP original e o Ubuntu Linux. Dois dias antes de uma viagem a trabalho ao exterior, o gravador de DVD pifou e afetou todo o sistema. Comprei no exterior um outro HP por pouco mais de US$500, muito mais avançado, claro. Comprei no varejo, em uma loja de departamentos em Los Angeles. Duas constatações:

1. Como se forma o preço de venda de eletrodomésticos (para mim hoje computador é eletrodoméstico, tão indispensável quanto uma geladeira) no Brasil? O notebook custou nos EUA US$600 no varejo (R$1.080). A HP vende no Brasil um computador com configuração similar por R$4.000 (ou US$2.100) — AMD Athlon X64 X2, 160 GB de disco, DVDRW camada dupla Lighscribe, 2 GB RAM).  Mas é claro que a HP não vai em uma loja nos EUA e compra o computador para trazer para o Brasil — ela traz da montadora na China a preço de custo, óbvio, certamente bem abaixo de US$600. Claro, o notebook estava em oferta nos EUA, mas não há imposto que justifique cobrar três vezes e meia mais caro no Brasil, principalmente com dólar baixo e as facilidades de redução de imposto recentes. O curioso é ver as páginas de “informática” dos jornais dizendo que os notebooks estão agora “baratinhos” no Brasil…

2. O HP em questão veio com o Vista. Além do que todos e todas já sabem (não reconhece vários dispositivos), é ainda um software proprietário em teste. Somos todos e todas, que têm Vista em seus computadores, cobaias involuntárias da Microsoft. Claro que não consegui trocar o Vista pelo XP — teria que pagar mais uma licença de US$200 (!). E a HP faz sua parte, recheando o computador com softwares com licença temporária, tentando induzir os usuários a adquirirem mais licenças. Primeira providência: limpar tudo isso e instalar Open Office, Firefox, Thunderbird, Gimp etc. O eletrodoméstico vem ainda com um pacote de jogos recheado de “adwares” para induzir a vítima a pagar por mais licenças. Uso em geral um monitor externo. Meu velho HP com XP e Ubuntu reconhecia o monitor. O Vista não consegue achar nenhum monitor externo (curioso: até a última atualização automática do Vista, ele achava…). Ainda não instalei o Ubuntu nele, mas meu velho desktop com Ubuntu 7.10 reconhece tudo.

Para que mesmo preciso desse tal de Vista?  Ou dos softwares da Microsoft?

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