O house organ do grupo empresarial Marinho-Slim (O Globo, Rede Globo, CBN, Net/Virtua, Embratel etc) abriu oficialmente, no dia 2 de março de 2008, sua campanha de oposição à coalizão governamental, com vistas às eleições para prefeitos de 2008.
O Globo iniciou uma série de três dias com ataques aos partidos da coalizão (começando em grande estilo no domingo passado, com um ataque ao PT), ao comentar dados públicos sobre o uso do Fundo Partidário. Esse primeiro dia do lançamento oficial da campanha de oposição do grupo empresarial teve até um artigo de FHC acusando o presidente de “cinismo”, a velha história de um cachorro a cheirar compulsivamente o fiofó do outro. Nos dois dias seguintes, O Globo atacou os outros partidos, mas preservou rigorosamente o grupo político para o qual trabalha: nenhuma “revelação” sobre os tucanos ou o PFL-DEM.
A leitora ou o leitor que só vê a Rede Globo e só lê O Globo poderia concluir que os dois partidos que lideram a oposição ao governo são, como dizia aquele personagem de Jô Soares, probos, límpidos como água destilada. Trata-se da mesma coalizão de oposição que inclui os inventores do chamado mensalão, da “privataria” das telecomunicações etc, e que, ao tentar montar uma CPI dos cartões corporativos contra a coalizão de governo, é sacudida por denúncia do Estadão sobre os cartões do reinado tucano à la Chavez que já vai para 16 anos em São Paulo.
Enfim, a tapuiada já está em alerta para cancelar de novo a assinatura daquele house organ – aliás, como house organ e portanto meio de promoção da empresa, o jornal deveria ser distribuido gratuitamente aos assinantes.